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A bússola do viajante: Facilitando a descoberta na homepage do Hurb

Um olhar sobre como unimos dados, engenharia e design para alavancar a conversão e criar a primeira seção dinâmica da nossa vitrine principal.

  • Meu Papel: Senior Product Designer (Foco em UI, Research e Facilitação).

  • Time: 1 PM, 1 Tech Lead e 3 Engenheiros.

  • Empresa: Hurb (agência de viagens online).

  • Produto: Seção de produtos populares na homepage do site.

  • Resultados: Aumento de 19% na conversão em 2 semanas de Teste A/B com 94% de confiança.


Um mar de possibilidades (e de incertezas)


Pense na última vez em que você decidiu planejar uma viagem. É um momento movido a sonho, mas que rapidamente esbarra na ansiedade da escolha. Para onde ir? Onde ficar? Qual é a melhor oferta? O papel da homepage no Hurb sempre foi tentar responder a essas perguntas.


No começo de 2024, o mercado online de viagens ganhava ritmo e nós precisávamos acompanhar. Recebemos, como uma squad recém-formada, uma missão com altíssima ambiguidade: melhorar a experiência da home para alavancar a conversão. Não havia um problema mastigado, nem uma solução pré-definida. Apenas um objetivo de negócio e uma página que era o "terreno sagrado" de múltiplos stakeholders.


Sabíamos que um projeto ousado de redesign no ano anterior havia falhado devido à forte resistência interna a mudanças drásticas. Então, nos perguntamos: Como evoluímos uma das experiências principais do nosso negócio sem quebrar a confiança de quem a constrói todos os dias?


Nossas premissas


Grandes designs geralmente têm um alvo. Em vez de revolucionar uma página inteira, decidimos iterar. Com nossa GPM, cravamos três princípios para nos guiar:


  1. Quick Wins: daríamos um passo de cada vez, garantindo a adoção e o apoio contínuo.

  2. Foco na Conversão: cada iniciativa precisava aproximar o viajante da decisão de compra.

  3. Entregas Faseadas: isolar variáveis para podermos medir o impacto de forma precisa.


Do caos ao consenso


Um trabalho de design maduro exige “sujar as mãos” antes de abrir o Figma, e minha forma preferida de fazer isso é colaborando. Dividi a frente de Discovery com a minha PM: eu mergulhei nos números frios do GA4, assisti a dezenas de sessões no Clarity, revisitei as pesquisas mais recentes e avaliei a interface e a jornada; ela se aprofundou nas pesquisas secundárias, nas boas práticas para a conversão e na concorrência.


Mas os dados sozinhos não contavam toda a história. Precisávamos da voz humana.


Planejei e facilitei um workshop com os stakeholders (Growth, Creative, Produto, Negócios e PR). Em vez de apresentar telas, apresentei os problemas, oportunidades e escutei. Juntos, também definimos que a homepage precisava entregar três coisas: Sonho (contexto), Confiança e Conversão. Deste alinhamento, nasceram 10 iniciativas priorizadas. A primeira delas atacava um comportamento humano clássico: o efeito manada.


A Hipótese: Nossos clientes são fortemente influenciados a comprar viagens para destinos que já são populares em seus círculos sociais. Se conseguirmos tangibilizar isso na nossa vitrine, poderemos encurtar a escolha.



A Vida Real: Os Trade-offs e a Construção


A ideia era criar uma seção de produtos mais populares, aplicando o Efeito de Enquadramento para facilitar a escolha. Mas a execução exigiu colaboração completa da tríade para decisões-chave:


  • O que define "Popular"? Nas discussões, nossa PM foi fundamental para bater o martelo e calibrar essa definição. Não queríamos apenas "mais vistos", queríamos "mais vendidos".

  • De onde vem a informação? Nosso Tech Lead descobriu que já tínhamos os dados de vendas, mas precisávamos indexá-los para uso na home.

  • Como manter a sessão viva? Analisando os dados de vendas, notei que as variações diárias eram muito ruidosas. Decidi por atualizações de janelas de 7 dias para garantir um ranking que equilibrava consistência e frescor.


Explorei inúmeras variações visuais, testando layouts até encontrar o equilíbrio perfeito entre consistência e contraste. A nova seção precisava se destacar em relação às outras e pertencer ao site tanto quanto elas. A quantidade de informações, o apelo visual e a diferenciação foram foco dessas explorações. Abaixo estão algumas opções descartadas nesse processo:




A proposta: Um novo ponto de partida


O resultado entregue foi uma seção viva, leve e potente, que se adapta graciosamente de um grande monitor à tela de um smartphone.


  • Descoberta em um piscar de olhos: Separei o conteúdo em colunas limpas (Pacotes, Hotéis, Passeios). O viajante vê o Top 3 da semana e, com um clique, cai direto na página do produto e pode iniciar o fluxo de compra. Nada de labirintos.

  • Inteligência silenciosa: Foi a nossa primeira seção de homepage a ser atualizada de forma 100% automatizada, removendo o trabalho braçal de Growth e entregando uma vitrine sempre fresca para o viajante.




Olhando para o futuro (e para as métricas)


Um bom design é uma conversa que termina em negócios. Para provar o valor da nossa entrega, desenhei a estrutura do Teste A/B, definindo hipóteses, métricas de sucesso e guardrails, e validando com nosso parceiro de Dados.


Os resultados falaram alto: após 2 semanas de teste, atingimos 94% de confiança estatística, e impulsionamos um aumento de 19% na conversão geral do site.


Mais do que métricas, este projeto foi um atestado da maturidade do time. Aprendemos que envolver os stakeholders desde o "dia zero" transforma céticos em defensores. Vimos que a sinergia entre Design, Dados e Engenharia é o que separa um layout apenas bonito de um produto que gera resultados.


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